segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Da minha aldeia - Alberto Caeiro
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha aldeia...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres poque a nossa única riqueza é ver.
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha aldeia...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres poque a nossa única riqueza é ver.
Arribas do Águeda - porta sul do Parque Natural do Douro Internacional
"As arribas escarpadas com o vale apertado no fundo
, com a garganta do rio atapetado e forrado com um fraguedo de granito, a maioria já de tal forma moldado e trabalhado pela erosão de milhares de anos que até parecia terem andado por ali, sem horário, batalhões de escultores " in Rio de Memórias" , Álvaro Carvalho.
, com a garganta do rio atapetado e forrado com um fraguedo de granito, a maioria já de tal forma moldado e trabalhado pela erosão de milhares de anos que até parecia terem andado por ali, sem horário, batalhões de escultores " in Rio de Memórias" , Álvaro Carvalho.
sábado, 9 de julho de 2011
A minha aldeia
Orillas del Duero - António Machado


Si ha asomado una cigueña a lo alto del campanario.
Girando en torno a la torre y al caserón sollitario,
ya las golondrinas chillan. Pasaron del blanco invierno,
de nevascas y ventiscas los crudos soplos de infierno.
Es una tibia mañana.
El sol calienta un poquito la pobre tierra soriana.
Passados los verdes pinos,
casi azules, primavera
se ve brotar en los finos
chopos de la carretera
y del río. El Duero crre, terso y mudo, mansamente.
El campo parece, más que joven, adolescente.
Entre las hierbas alguna humilde flor ha nacido,
azul o blanca. Belleza del campo apenas florido,
y mística primavera!
Chopos del camino blanco, álamos de la ribera,
espuma de la montaña
ante la azul lejanía,
sol del día, claro día!
Hermosa tierra de España!
Duas aldeias unidas pela Natureza e pela História em terras de Riba Côa
quinta-feira, 28 de abril de 2011
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